Nenhum homem presta e mulher só quer cafajeste! Será?

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Nenhum homem presta e mulher só quer cafajeste! Será?


Oi amiga… Hoje quero te contar uma história, mas antes preciso te perguntar algo: Você já pensou alguma vez no sofrimento masculino? Pois é, apesar de defenderem por aí que nenhum deles têm coração, eu não acredito nessa totalidade – e vou te dizer o motivo:

Eis que há um homem bom, que desde menino recebeu da mãe uma excelente educação, bem como princípios morais que lhe diziam para ser gentil, cavalheiro, romântico, e fiel com as mulheres. O pai sempre concordava com grande parte, mas defendia que o pequeno garoto fosse o garanhão, e não se amarrasse a uma só mulher tão cedo.

Por outro lado, o rapazinho via a forma apaixonada como seu pai tratava sua mãe, e cresceu entendendo que se ele conhecesse uma mulher que lhe fosse especial, se a tratasse bem, fosse gentil, carinhoso e se esforçasse para vencer as tentações mundanas e ser fiel, essa mulher perceberia isso e se tornaria o amor da vida dele, retribuindo tudo que ele fizesse.

Então um belo dia o pequeno jovem se apaixona… Eis que a trata com todos os ensinamentos que aprendeu durante a breve vida, com a esperança de que houvesse retribuição. A moça, pelo contrário, acreditava em príncipes encantados, mas cresceu vendo as meninas da escola saírem com os caras mais velhos, experientes, e que pegavam geral. Aos poucos, percebeu que esses caras atraíam as garotas, apesar de não parecerem nada com aqueles dos contos de fadas. Era um desses que ela deveria desejar.

Ela via filmes românticos e sonhava com o dia em que encontraria o amor da sua vida. Um homem gentil, carinhoso, romântico, atencioso, que iria escutá-la, dar conselhos, ser fiel, dar presentes em datas especiais, fazer declarações de amor, andar de mãos dadas, e fazer o possível para deixá-la sempre segura e feliz. Acontece que o cara que mexia com as emoções dela era arrogante, cheio de si, corpão sarado, exibido, pegava todas e não estava nem aí para os sentimentos de ninguém.

Então ela conhece o nosso pequeno jovem e recusa vários convites (principalmente quando as amigas reprovam o garoto). Mas ele que aprendeu a lutar pelo que ama, já a observava há muito tempo, e sabia que estava envolvido, logo, tentava incansavelmente ter uma chance. Ela enfim aceitou, a noite foi maravilhosa, eles ficaram e depois se despediram.

No dia seguinte, o garoto foi contra tudo que os amigos diziam, e ligou para ela. Ela não atendeu, pois não queria sair de novo. Comentou com as amigas, e elas lhe disseram para deixá-lo de lado, pois achavam que um dos garotos sarados estava de olho nela.

O jovem insistiu mais uma vez, e depois de muita conversa ela saiu com ele. Tudo estava sendo maravilhoso novamente: houve carinho, atenção, pequenas surpresas, romance… Mas o celular dela tocou: whatsapp das amigas dizendo que o garoto sarado estava pedindo o número dela. Ela conversou com o garoto e deixou nosso jovem de lado. Encerrou o encontro mais cedo porque tinha um “compromisso”.

No dia seguinte, o jovem descobriu que o garoto sarado era um de seus amigos – aliás, o mais cafajeste deles. O mais idiota, do tipo que pega e sai falando geral. E foi em uma típica conversa masculina deste tipo, que o tal garoto sarado entregou tudo que rolou na noite anterior com a moça.

Nosso jovem não conseguiu entender onde errou. Ele foi gentil, carinhoso, romântico, até comprou o chocolate que ela disse que gostava. Tentou entender o que ela teria visto no seu colega idiota. Ligou para conversar, mandou mensagem no whats, mas a moça nem deu moral.

Ele ficou arrasado… Já estava envolvido. Desabafou com um colega que disse o que a maioria dos caras repetia: “Sai dessa mano. Mulher só dá valor a homem que não presta. Elas se amarram. Tem que ser é safado mesmo. Essa coisa de romantismo é viadagem. Bora ali que vou te apresentar umas gatas…”.

Nosso jovem entendeu que precisava ter mais que aquele 1% vagabundo. Que quando tratava uma mulher como mais uma, elas gamavam. Quando não dava importância, elas piravam atrás. Quando fazia questão de dizer que não queria nada sério, elas ficavam no pé. E pensou que talvez esse fosse o jeito certo. Que seu pai tinha razão: ele não tinha que se amarrar tão cedo. E ser romântico era desnecessário – a menos que fossem palavras usadas estrategicamente.

E a moça? Bom, ela chorou no ombro das amigas ao ver o garoto sarado pegando uma das suas colegas de sala e passando por ela no corredor como se não a conhecesse. Como ele podia fazer aquilo? Como podia ser tão insensível? Ele disse que ela era diferente!

No fim de tudo, continua uma moça pedindo a Deus o homem certo e procurando-o nos errados, e um jovem deixando passar o amor da sua vida porque acreditou que todas as mulheres são iguais.

Percebeste amiga? Este é o eterno dilema mal resolvido: As mulheres dizem que nenhum homem presta. Os homens dizem que somos todas loucas… Que queremos um homem bom, mas quando o conhecemos, preferimos o cafajeste.

Sejamos sinceras que isso não é de todo mentira. O problema que ninguém vê é que nem todos os homens são iguais, e nem todas as mulheres desvalorizam os homens bons.

Esse pensamento errado forma um ciclo vicioso que só agrega mais desastres à vida de quem o encontra pelo caminho. Um homem bom, encontra uma mulher ruim, se transforma em cafajeste, e trata todas as mulheres iguais. Eis que nesse meio existia uma mulher realmente boa para ele, mas que o conheceu como idiota e agora acredita que eles são todos iguais.

Vamos dar um basta nisso. Chega de tanta competição, de tanto generalismo. Vamos conhecer o outro primeiro, antes de sair premeditando conceitos e atitudes.

Você, mulher, dê valor ao homem bom que encontrar. Entenda que eles são até parecidos, mas não são todos iguais. Você homem, valorize a mulher que desejar verdadeiramente estar ao seu lado. Talvez sejamos mesmo todas loucas, mas não merecemos ser desrespeitadas.

Quando conseguirmos enxergar este equilíbrio, talvez tenhamos menos desentendimentos e mais romances quase-conto-de-fadas.

Um beijo, sua linda! :*


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