Depressão após Fim de Relacionamento: O que Fazer?

Quando você leva o famoso “pé na bunda” é esperado que sinta uma tristeza profunda, que não tenha vontade de fazer nada (além de fiscalizar a vida do seu ex), que você chore constantemente…

Tudo isso é normal, afinal, você está triste por ter perdido algo que considerava bom.

No entanto, uma tristeza prolongada que nunca cessa, associada à pensamentos de morte, são um sinal de alerta que precisa ser ouvido.

É preciso saber identificar se você só está triste, ou está enfrentando uma depressão após fim de relacionamento.

Nesse caso, preste atenção: Nada nesse mundo vale sua paz, e muito menos sua vida.

O fim de um relacionamento não é o fim das suas chances de ser feliz!

Nenhum homem, por melhor que tenha sido para você, merece que você se mate aos poucos – e muito menos literalmente!

Continue comigo, precisamos dar um jeito de te ajudar a superar esse término de uma vez!

 

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Como Identificar a Depressão após Fim de Relacionamento


 

Ao contrário das histórias de amor eterno que a literatura nos apresenta, a realidade muitas vezes nos coloca diante de perdas dolorosas.

E para complicar, a linha entre o sofrimento normal e o doentio (que chamamos de patológico) é bem tênue, e você pode ultrapassar sem perceber.

Portanto, são nesses momentos de dor em que precisamos estar atentas ao máximo. Você precisa aprender a observar que tipos de pensamentos está tendo, o que está sentindo, como está se sentindo etc.

Vamos entender as diferenças entre o sofrimento considerado normal, e os sinais de uma depressão causada pelo término.

 

Reações Normais Após o Término

 

Sentir tristeza profunda é normal e esperado, assim como o misto de emoções que mais parecem uma montanha-russa: raiva, alívio, medo, decepção, ansiedade, apatia…

Em um dia você está chorando horrores. No dia seguinte parece que superou e está pronta para a próxima relação.

Então mais um dia se passa e você está com raiva, querendo matar o infeliz. Quando percebe, já está sofrendo de novo, no fundo do poço, lembrando dele a cada segundo.

Se você está se sentindo assim, saiba que é normal. Essas são respostas naturais à perda.

Não se trata apenas da pessoa amada que se foi, mas também da perda de identidade como parte desse casal.

Esse vazio pode incluir a perda de rotinas diárias, amizades compartilhadas e até um lar seguro. Tudo isso deixa uma marca que não se apaga do dia para a noite.

Estudos indicam que a depressão pós-término não é exclusiva de casais, afetando até mesmo adolescentes – que podem enfrentar um risco maior de desenvolver depressão após uma separação romântica.

 

Identificando Sinais de Depressão

 

O que não é normal?

Não é normal o sofrimento prolongado que não cessa, e que aos poucos começa a ser substituído pelo sentimento de desesperança, pensamentos repetitivos de morte, letargia (prejudicando a concentração e tomada de decisões) e total apatia diante da vida.

A metáfora de “o amor é uma droga” é real.

Os sintomas compartilhados entre a perda de um amor e a absitência de drogas, incluem: dor física, insônia, ansiedade, depressão, desesperança e até pensamentos suicidas.

Se você está enfrentando pensamentos constantes sobre suicídio, é vital procurar ajuda profissional imediatamente.

 

Aproveite e veja também: Programa Recomece: Como se Libertar da Dor do Término e Seguir em Frente

 

Depressão após Fim de Relacionamento - Autoridade Feminina

 

Estratégias para Superar a Depressão Pós-Término


 

As pessoas ao nosso redor nem sempre compreendem a profundidade da dor após um término.

Infelizmente sempre escuto relatos de mulheres que se sentiram incompreendidas e julgadas pelos amigos – e nem sempre eles agem assim por mal. Muitos nunca sequer tiveram contato com esse sentimento, e não fazem ideia de como é ruim, nem como lidar.

Logo, se você não pode contar com o apoio das pessoas ao seu redor, veja a seguir o que fazer para enfrentar essa situação.

 

Procure Ajuda Profissional

 

Se após dois meses a dor persistir com a mesma intensidade, e começar a te afetar no trabalho, no autocuidado ou nos relacionamentos, pode ser um sinal de depressão clínica.

Consultar um profissional de saúde mental, como o Psicólogo, Terapeuta de casal ou Psiquiatra, é crucial para avaliar se a depressão pode ser tratada com terapia e/ou medicamentos antidepressivos.

Quando notar que a tristeza está indo além do normal, que está se afastando das pessoas e do que gosta de fazer, que está se prejudicando em vários âmbitos da vida, por favor, não sofra calada. Procure ajuda!

Se não se sente à vontade para falar com um profissional, ou mesmo não dispõe de condições para isso, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida).

Eles ajudam de forma gratuita as pessoas que querem desabafar.

É tudo anônimo (nenhum dado seu é coletado), e você pode conversar com alguém pelo telefone 188, ou pelo site www.cvv.org.br, 24h por dia, gratuitamente.

Inclusive, recomendo o Programa da Psicóloga Ana Bárbara Nacif, Especialista em ajudar mulheres a superarem o fim de um relacionamento.

 

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Engaje em Alguma Atividade

 

Durante o processo de cura é essencial prestar atenção à sua saúde mental.

Participar de atividades criativas/artesanais, fazer aulas sobre algo que você gosta, se envolver em projetos pessoais, funcionam como uma válvula de escape para expressar as emoções difíceis.

Você pode até mesmo se voluntariar em alguma causa social. Além de identificar um propósito renovador, também oferece a oportunidade de fazer novas amizades.

Experimente também incorporar atividades físicas, na categoria que você mais gostar: musculação, pilates, yoga, boxe, crossfit, etc. Isso trará inúmeros benefícios para sua saúde física e emocional, influenciando seu humor de forma até mesmo similar a alguns antidepressivos.

Inclusive, manter uma alimentação balanceada também vai contribuir para sua saúde emocional.

 

Trabalhe a Aceitação

 

Siga um passo de cada vez. Não tente virar sua vida do avesso logo após o término.

Respeite seu momento, entenda e acolha suas emoções, e se permita viver o processo de luto saudável.

Aos poucos você vai fazendo os ajustes emocionais para controlar o que está sentindo. Chore o que tiver que chorar, vá ao fundo do poço se achar necessário, mas pegue impulso e saia de lá.

Não permita que a tristeza seja sua companheira diária. Dê um basta na situação.

A jornada de cura é única para cada pessoa, e aceitar que o processo pode levar tempo é fundamental.

Ao cuidar de si mesma e adotar estratégias de enfrentamento, é possível superar a depressão pós-término e seguir em frente com sua vida.

O relacionamento que você tinha acabou; por melhor que tenha sido. Nem toda relação é feita para durar; algumas são feitas apenas para nos ensinar uma lição.

Quanto antes você aceitar esse fato, e entender que há toda uma vida de inúmeras possibilidades pela frente, mais rápido começará seu processo de cura.

Sofrer nunca foi e nem será declaração de amor, e muito menos o trará de volta.

Na melhor das hipóteses ele volta temporariamente por pena – e, convenhamos, querer alguém ao seu lado por pena é muito triste. 🙁

Sei que nem sempre é tão fácil se livrar da dor, mas é possível.

E se torna mais fácil ao passo em que você se ajuda, e permite que os outros te ajudem também. Tem pessoas que te amam, que se preocupam com você e sofrem com a sua dor.

E mesmo que você chegue ao extremo de afirmar que ninguém te ama, Deus te ama. Ele quer o seu bem.

Livre-se das amarras e pesos do passado. Você não pode ir muito longe carregando tanta tralha nas costas.

Abandone o que em nada contribui e fique só com o necessário: um coração leve, um sorriso no rosto e uma sensação de paz na mente.

Fica bem.

Um beijo, sua linda! :*

 

TERMINEI-E-ELE-NÃO-ME-PROCUROU

 

REFERÊNCIAS UTILIZADAS:


 

FISCHER, B., ALBERTI, R., SATIR, V.M. Rebuilding: When Your Relationship Ends. Impact, 4 ed., 2016.

O’REILLY, C. B., DUCKWORTH, J. J., VASS, V. Hypomanic Defence: Investigating the relationship between depression, response styles and vulnerability to mania. Journal of Affective Disorders Reports. Vol. 14, 2023.

MOBEEN, T., DAWOOD, S. Relationship beliefs, attachment styles and depression among infertile women. European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology: X. Vol. 20, 2023.

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Talitha Alves | Terapeuta

Pós-graduada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com foco em Casais. Publicitária. Especialista em Comunicação aplicada à Relacionamentos com ênfase em Conquista, Reconquista e Reconstrução de Relações em Crise para Mulheres. Fundou o site Autoridade Feminina em 2014 para ajudar mulheres com problemas de Relacionamento Amoroso. Instagram: @autoridadefemininaa

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