Mulher boazinha: Não faça o papel da mãe!

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Alô boazinha: Não faça o papel da mãe!


Oi amiga! Como está? Primeiro deixe-me agradecer pelas mensagens de carinho que tenho recebido, e pelas confissões íntimas (obrigada pela confiança!). E pedir desculpas pela demora nas respostas, é devido ao fato de receber muitas mensagens e nem sempre ‘dar conta’ de responder todas ao mesmo tempo.
Agora vamos à bronca de hoje. Você talvez (supondo que sim) possa fazer parte do grupo de mulheres que adoram fazer um mimo, um “paparico”, um dengo… Mulher boazinha demais. Mas preciso te dizer urgentemente: para!
Nunca, jamais, trate um homem como se você fosse a mãe dele. É sério. Mulher boazinha tende a fazer disso um hábito. Nenhum homem – vou repetir – nenhum homem sente atração por uma mulher que assume o papel da mãe dele. Tratar um homem como se fosse seu filho é pedir para ser vista como mãe (e isso te tira alguns privilégios né!).
Algumas mulheres sentem uma necessidade absurda de exagerar na dose de carinho e atenção que dão. Todos gostam de receber cuidados, mas existe uma linha tênue entre cuidar esporadicamente, uma vez perdida, e ser maternal. Ele não vai te dizer explicitamente que não gosta, mas progressivamente começará a dar indícios e a te olhar de forma menos, digamos, atraente (mesmo que inconscientemente).
Talvez isso responda sua pergunta sobre o motivo pelo qual eles sentem tanta atração por profissionais do sexo: Elas jamais passarão a imagem de mãe (se me entende!).
Portanto, a questão é saber ser carinhosa, dar atenção, compreensão e cuidado NA MEDIDA (até porque ninguém merece grude no pé). Saber ser vista como mulher, mas mantendo um meio termo entre a mãe e a profissional.

O que você não deve JAMAIS fazer:


  • Não o trate como um bebê! Pare de falar as coisas no diminutivo, com ar de carente, com voz infantil…
Exemplo: “chuchuzinho, beinzinho, amorzinho, nenenzinho”.


  • Pare de ficar perguntando com frequência se ele está bem, se precisa de alguma coisa, o que quer comer no jantar, se alimentou-se bem, se está se cuidando…
Exemplo: “Amor coloca a jaqueta que tá frio. Amor, você tá dodói, quer uma sopinha? Amor você já comeu? Olha a dieta!”.


  • Pare de pedir que ele te dê satisfações sobre a hora que chega ou sai, onde está, quando voltará… Com aquela típica mania de “ficar preocupada”.
Exemplo: “Amor você tá com quem? Amor, olha lá hein, não vai ficar na rua até tarde. Amor, tem certeza que você tá bem? Amor chega logo, tô preocupada!”


  • Pare de ficar dizendo o que ele deve ou não fazer, como deve fazer, quando deve fazer…
Exemplo: “Amor, se eu fosse você colocava o remédio na bolsa. Amor, você devia parar de beber. Amor, se eu fosse você torcia para o palmeiras”.


Não entenda mal. É diferente você demonstrar carinho, brincar vez ou outra com apelidos íntimos, incorporar um papel mais descontraído… de forma esporádica. Mas fazer disso uma rotina, um hábito diário, chamá-lo por apelidos na frente dos amigos (há quem faça!), nas redes sociais… não é legal. A intimidade deve pertencer apenas a vocês dois.
Também é diferente apresentar preocupação real, e preocupação excessiva. Situações de perigo, problemas de saúde, etc, podem mesmo te deixar preocupada, e você pode sentir necessidade de demonstrar isso, mas a forma como você se expressa faz toda a diferença.
Uma coisa é fazer um alerta, como: “Amor não exagera no açúcar, lembre que sua glicose está alta” em uma situação que pode realmente fazer mal. Outra absolutamente diferente é ficar de 5 em 5 minutos repetindo o que ele já sabe: “Amor, quantas vezes já pedi pra você diminuir essa quantidade de açúcar?” – convenhamos que ele não é nenhuma criança, sabe muito bem cuidar de si mesmo. E caso não saiba, não é seu dever “tomar conta” dele (ora mais!).
Como sempre digo: tudo é uma questão de equilíbrio e bom senso. Tudo bem que os homens, por vezes, têm algumas atitudes infantis, mas isso não quer dizer que você deverá tratá-lo como uma criança. Que papel você quer exercer: o da mulher atraente ou da mãe dedicada? A escolha é sua – e as consequências também!
P.S.: Se você e ele têm alguma espécie de (como dizer para não soar ofensivo…) preferência, digamos assim, por se tratarem com infantilidade em excesso, por sempre usar brincadeiras, ou incorporar papeis, sei lá, então esqueça tudo que eu disse.
Beijos. :*


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2020-07-29T16:23:46-03:00

Sobre a Autora:

Mentora de Mulheres. Publicitária. Especialista em Relacionamentos, Inteligência Emocional, e Comunicação Assertiva. Instagram: @talithaalencar